Autopoeta

Humanidade como Tecido de Gaia

Querida Bianca e família gaiana,

Este tema é fascinante para mim e aproveito o ensejo para contribuir com alguns pontos de vista poéticos.

Faço votos que estas metáforas te nutram de alento 🙂

Quando penso em Gaia, penso em um corpo biosférico, um sistema com autopoiese, criando-se a si mesmo em um processo metabólico, do qual nós, humanos, e os animais de maneira geral, atuamos como um aparelho fisiológico sensibilizador, algo como os órgãos dos sentidos, o sistema neuro-endócrino, o cérebro e as glândulas gerando a emoção de estar vivo.

Sinto-nos, todos os animais, compositores do que cientificamente chamamos propriocepção, que significa sentir e perceber as sensações do próprio corpo.

Através de nós, a Terra está tomando consciência de si mesma.

Talvez por essa unidade fisiológica, sermos ela mesma, a própria Terra, acho que não somos mutualistas, nem protocooperadores, nem comensais, nem inquilinos em relação a ela. Afinal, somos o próprio corpo dela.

E justamente por isso somos a ela indispensáveis!

Da mesma forma que são indispensáveis nosso cérebro, nossas glândulas, nossos órgãos de uma maneira geral.

Cada tipo de célula, cada tecido exercendo uma função singular para que o corpo se mantenha vivo em toda a sua complexidade. Acho isso particularmente maravilhoso 🙂

Ok, mas o que dizer sobre a ação destrutiva dos humanos hoje em dia?

Bem, podemos refletir sobre o acometimento de uma disfunção aguda em nosso tecido, uma desconexão alastrada que nos pôs em antagonismo à sabedoria do nosso córpo cósmico, tal como um processo de doença.

Podemos usar de muitas metáforas para compreender este episódio em nossa história filogenética (a trajetória de nossa espécie).

seja como um câncer

ou somente uma noite de sono conturbado

o fato é este desequilíbrio que ameaça

a majestosa linha evolutiva

que nos liga às bactérias,

aos protistas,

aos fungos,

às plantas,

a cada organismo componente da teia

que gera a biosfera terrestre

o ser planetário, Gaia, Pachamamma

em seus 4 bilhões de anos de vida.

Entretanto, apesar de hoje parecermos daninhos, para mim é pouco provável que nossa natureza seja desequilibrada em essência.

Minha crença é que houve um processo histórico que gerou esta disfunção.

E, ao que indica o novo conhecimento científico, quando compreendermos melhor esta disfunção, seremos capazes de curá-la, de nos curarmos, trazendo o equilíbrio novamente através da nova consciência ecológica que vem emergindo 🙂

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