Autopoeta

CIDADANIA X CORRUPÇÃO

Posted in consciência, sociedade by autopoeta on dezembro 9, 2015

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A atual situação política brasileira é uma grande oportunidade para superarmos antigos e envelhecidos modelos políticos e ampliarmos a noção de cidadania. A união pela democracia nos oferece uma singular oportunidade para transcender as dicotomias que, por muito tempo, cindiram/cindem a humanidade:

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CONSPIRAÇÃO NÃO-VIOLENTA

Posted in consciência, sociedade by autopoeta on outubro 11, 2013

‘Mais do que trazer uma solução, estimulo a conspiração, mais do que buscar respostas, incentivo as perguntas.’

Estudantes de Nashville usam de estratégia não-violenta para por fim à segregação racial nos EUA na década de 1960.

Estudantes de Nashville usam de estratégia não-violenta para por fim à segregação racial nos EUA na década de 1960.

Acompanho atentamente as manifestações populares que pipocam ao redor do globo e tenho me ocupado em presenciar, na medida do possível, as passeatas e outros atos públicos em resposta aos desmandos e aberrações culturais que se manifestam atualmente.

Ao escrever artigos como este, tenho como intuito semear novos olhares que apoiem os grupos organizados a se orientarem de forma não-violenta, desocupando as mentes do combate aos inimigos e direcionando a mesma energia que seria usada para a guerra no sentido de criar estratégias e planos de ação. (more…)

ANCIÕES

Posted in arte, consciência, sociedade by autopoeta on março 3, 2012




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ANCIÕES DE BOCAINA

                                                                                                           (DOC | ART, 16′, 2010)

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ANCIÕES DE LIBERDADE

                                                                                                           (DOC | ART, 18′, 2012)

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VERSÃO DOS VÍDEOS SEM LEGENDAS

ANCIÕES DE BOCAINA

http://www.youtube.com/watch?v=30q8kG4Tqh8

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ANCIÕES DE LIBERDADE

http://www.youtube.com/watch?v=7Ga4iiNoxpY

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BAKUNIN

Posted in arte, ciência, consciência by autopoeta on abril 11, 2009

 

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A Liberdade e Eu

 

Mikhail Bakunin

 

 

 

A definição materialista, realista e coletivista da liberdade é esta: o homem só se torna homem e só chega à consciência e à realização de sua humanidade se for em sociedade e somente através da ação coletiva da sociedade inteira; ele só se emancipa do jugo da natureza exterior pelo trabalho coletivo ou social, que é o único capaz de transformar a superfície da terra em lugar favorável aos progressos da humanidade. Sem esta emancipação material não pode haver a emancipação intelectual e moral para ninguém. Ele só pode emancipar-se do jugo de sua própria natureza, isto é, só pode subordinar os instintos e os movimentos de seu próprio corpo na direção de seu espírito cada vez mais desenvolvido, através da educação e da instrução; mas uma e outra são coisas eminentemente e exclusivamente sociais, pois fora da sociedade o homem teria permanecido eternamente na condição de animal selvagem ou de santo, o que significa quase a mesma coisa.

 

Enfim, o homem isolado não pode ter a consciência de sua liberdade: Ser livre, para o homem, significa ser reconhecido, considerado e tratado como tal por um outro homem, por todos os homens que o circundam. A liberdade não é, pois, um fato de isolamento, mas de reflexão mútua, não de exclusão, mas de ligação; a liberdade de todo indivíduo é entendida apenas como a reflexão sobre a sua humanidade ou sobre seu direito humano na consciência de todos os homens livres, seus irmãos, seus semelhantes.

 

Só posso considerar-me e sentir-me livre na presença e em relação a outros homens. Só sou verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, são igualmente livres. A liberdade do outro, longe de ser um limite ou a negação da minha liberdade, é, ao contrário, sua condição necessária e sua confirmação. Apenas a liberdade dos outros me torna verdadeiramente livre, de forma que, quanto mais numerosos forem os homens livres que me cercam, e mais extensa e ampla for a sua liberdade, maior e mais profunda se tornará a minha liberdade. Ao contrário, é a escravidão dos homens que põe uma barreira na minha liberdade, ou, o que é a mesma coisa, é a sua animalidade que é a negação da minha humanidade porque, ainda uma vez, só posso considerar-me verdadeiramente livre, quando minha liberdade, ou o que quer dizer a mesma coisa, quando minha dignidade de homem, meu direito humano, que consiste em não obedecer a nenhum outro homem e a só determinar meus atos de acordo com minhas próprias convicções, refletidos pela consciência igualmente livre de todos, me são confirmados pela aprovação de todos. Minha liberdade pessoal, assim confirmada pela liberdade de todos, se estende ao infinito.

 

O anarquista Bakunin nasceu em 1814 e pertencia a uma rica família de proprietários de terras na Rússia. Sua rebelião, de início, teve caráter filosófico, convertendo-se posteriormente ao radicalismo político. Em 1843, quando completava seus estudos filosóficos na Europa, se tornou um revolucionário graças à influência de Wilhelm Weitling e Proudhon. A partir daí participou ativamente de inúmeras rebeliões, tendo sido preso e confinado em fortalezas por muito tempo. Teve escorbuto, o que causou a perda dos seus dentes, foi mandado para a Sibéria, de onde fugiu, indo fundar uma organização política secreta, se juntando à Internacional e liderando a corrente que se opunha a Marx. Foi oficialmente expulso da Internacional pouco tempo depois, mas muitos membros oriundos da Itália, Espanha, Bélgica, França e Suíça saíram com ele, fundando uma organização independente. Bakunin era um ativista. Sua obra escrita é vigorosa, mas muito mal organizada. De qualquer forma, essa obra libertária, ainda que em fragmentos, por muito tempo ainda servirá de referência poderosa àqueles que desejam com amor a liberdade.

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