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DISCURSO DO CACIQUE CUATEMOC

Posted in consciência, sociedade by autopoeta on abril 18, 2009

  Olá amig@s do Autopoeta!

 

Publico aqui uma mensagem de e-mail que recebi há alguns anos e que volta e meia me deparo novamente com ela, seja para enviar para alguém, seja por surgir em minha frente sem mesmo eu buscá-la.

 

Não posso garantir a fidelidade dos fatos, nem mesmo a existência do cacique Cuatemoc. Na verdade é provável que este discurso seja uma lenda. Veja interessante pesquisa e links no site www.quatrocantos.com através do seguinte endereço:

http://www.quatrocantos.com/LENDAS/110_guaicaipuro_cuatemoc.htm

 

 

Mas seja como for, seja o discurso do cacique uma ficção ou um fato, ele faz muito sentido.

 

E é um  argumento político muito estimulante. Se tivermos acesso ao capital oriundo do trabalho do povo brasileiro que vai para os bancos e corporações credores dessa dívida, melhoraremos acentuadamente nossa realidade social.

 

Enfim…

 

Vale a leitura e a propagação desta idéia.

 

Saudações fraternais!

 

 

DÍVIDA EXTERNA DE QUEM, CARA PÁLIDA?

 

Um impressionante discurso, feito por Guaicaípuro Cuatemoc, embasbacou os principais chefes de estado da Comunidade Européia. Leia e reflita, isso vale também para nós.

 

A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002, em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central.

 

Eis o discurso:

 

Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram.

 

O irmão financista europeu me pede o pagamento – ao meu país -, com juros, de uma dívida contraída por um Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no “Arquivo das Índias” que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

 

Terá sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos retirados das Américas!

 

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

 

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “MARSHALLTESUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, poderemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

 

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros Reichs e várias formas de extermínio mútuo.

 

No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar.

 

Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sangüinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro fixo de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.

 

Sobre esta base, e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas a potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total seriam precisos mais de 300 algarismos, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.

 

Muito peso em ouro e prata… quanto pesariam se calculadas em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para pagar esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

 

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios da América. Porém exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação da dívida histórica…”.

 

Quando terminou seu discurso diante dos Chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Cuatemoc, não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa.

 

Agora só resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus ali reunidos devem ter percebido que nesse tempo de globalização e tecnologia, índio já não quer mais apito, quer que lhe paguem o que lhe tiraram pela força e que é devido – com juros civilizados.

 

Publicado no Jornal do Comércio – Recife/PE.