Autopoeta

NÃO ACREDITE SIMPLESMENTE PORQUE OUVIU

Posted in arte, ciência, consciência by autopoeta on outubro 25, 2010

Transcrevo aqui o comentário do Edmundo no Post sobre a cultura como sistema operacional, de Terence McKenna. Fiquei sem saber de quem é a autoria deste belo pensamento.

“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.”

Dimensões e Mundos, de M. C. Escher

LIFE GODS

Posted in arte, consciência by autopoeta on outubro 15, 2010

Nas palavras de Tavinho Paes, um dos criadores deste projeto musical:

 

“O Projeto foi iniciado em janeiro de 1991, com a formatação do Sampled-Poem “GODS”, um quebra-cabeças (bricolage) gerado a partir de cut-ups dos vários nomes de “Deus” e entidades divinas publicados em vários idiomas e dialetos na edição de dezembro de 1990 da Revista LIFE. Na matéria de capa desta edição de fim de ano, intitulada “Whos’s God?”, havia um glossário com inúmeros nomes de divindades religiosas, do qual foram extraídos, os 77 nomes que acabaram gerando o poema da canção. Os nomes foram inicialmente colados em peças de um Mah-Jong que durante meses foram trocando de lugar, até surgir um conjunto metrificado compatível com o metrônomo da música. Pronto o poema, estávamos diante de uma peça poliglotímica, incapaz de ser decifrada por muita gente, tanto eram os idiomas e dialetos nela misturados. Entretanto, tal hieroglifo tinha uma característica excepcional: uma vez explicado o leit-motif de sua construção, seu entendimento e sua compreenção se tornavam imediata e totalmente inteligíveis. O que mais impressiona nesta canção é o fato de que ao cantá-la se está automaticamente invocando o nome de Deus, tornando a peça musical uma espécie de oração ecumênica, absolutamente pacifista e própria para incentivar e fortalecer espiritualmente eventos humanitários.”

 

 

Music:Life Gods
Authors: Arnaldo Brandão / Mônica Millet / Tavinho Paes (published by NOWA / Nossa Musica / AMAR)
artist: workShop MOMILÊ
Special Guests: MARISA MONTE & GILBERTO GIL (solistas)+ Alceu Valença, Gerônimo & Coral Bibiano Cupim (choral interventions)
Produced by Tavinho Paes & Mônica Millet
Arrangements & Mix by Marcio LoMiranda
Percussion arrangements by Mônica Millet
Musicians:
– Márcio LoMiranda (multimedia keyboards) + Jamil Joanes (bass) + Paulo Rafael (main guitars) + Fernando Vidal (wah-wah guitar) + Cezinha (drums)+ Mônica Millet (percussion) Marcos Suzano (aditional percussion)
Master by Ricardo Garcia (1996)

 

“Like a pray, it’s a single for peace on earth released in the name of Mãe Menininha do Gantois, a famous and beloved spiritualized woman, from Bahia…”

 

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JOHN LENNON, 70 ANOS DE VIDA

Posted in arte, consciência by autopoeta on outubro 9, 2010

oh my love for the first time in my life my eyes are wide open.

 

 

amazing john and george 🙂

O PADRÃO QUE UNE

Posted in arte, consciência by autopoeta on outubro 9, 2010

o que liga você a mim

e nós à petúnia

aos pássaros

à alga e à água

às florestas e moluscos

rochas, cogumelos e bactérias

qual o padrão que conecta,

a metáfora que nos une?

 

 

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Poema inspirado em Gregory Bateson.

“A maioria de nós perdeu aquele senso de unidade da biosfera e da humanidade que nos uniria e tranquilizaria com uma afirmação de beleza. Quase todos nós não acreditamos hoje que, sejam quais forem os altos e baixos do detalhe de nossa limitada experiência, o todo maior é basicamente belo”.

 

(Mente e Natureza – A Unidade Necessária, Ed. Francisco Alves, 1986)

MENSAGEM À GLÓRIA – VISÃO POLÍTICA RESUMIDA DO MOMENTO

Posted in consciência, sociedade by autopoeta on outubro 8, 2010

Glória, querida, comecei a escrever para você e o comment virou um texto. 🙂 Se tiver paciência de ler, aí vai minha visão resumida do momento.

Voto na Dilma no segundo turno, mas confesso que não estou feliz com isso. Sua visão desenvolvimentista é muito limitada, trazendo para o Século 21 conceitos e práticas dos anos 70, 80.

Tem um estreito olhar sobre as questões ambientais, usando raciocínios lineares em um sistema não-linear, cujas equações não fecham e me levam a prever uma grande pressão sobre nossos ecossistemas, nossa biodiversidade, nossa água. Confesso que isso me assusta.

Mas vamos confiar no destino, na potencialidade do Brasil, estamos em uma curva positiva ascendente e isso se deve muito ao coração amoroso do Lula, apesar de todos os erros, desvios e dificuldades.

Retornar ao PSDB agora poderá ser muito inoportuno e, provavelmente, muito, muito caro. Afinal, entrando um novo governo, refazer a máquina do estado será um processo muito dispendioso.

Ouso dizer que o Serra seria um bom quadro para a equipe da Dilma, como a Marina também, e até o Plínio, em uma visão utopista de que todos poderiam estar juntos trabalhando pela prosperidade do Brasil.

O grande impasse está na mentalidade, no pensamento disjuntivo – caracterizado por atitudes “ou – ou” – que gera antagonismos, rivalidades e competições. Essa mentalidade é muito enfraquecedora, estando subjacente a tudo, sendo o paradigma sobre o qual transita a juventude analfabeta citada por ti.

De fato, o poder midiático exerce uma grande influência “demenciadora” na juventude brasileira. Muitos jovens estão imersos em um contexto tomado por elementos supérfluos e fúteis e nem passa pela cabeça deles a hipótese de renunciar ao mundo de desejos e consumo.

Curioso que parece haver uma força consciente que os distrai e faz com que deixem de fazer o que tem que ser feito. Tornam-se mamíferos cada dia maiores e mais consumistas, ao invés de se tornarem agentes na busca de soluções viáveis para esta crise planetária cada dia mais aguda, que ameaça nossos filhos e netos de terem seu direito à vida afirmado.

Consumindo drogas, tecnologia e novidades, com pouca conexão com a natureza, pouca abertura para a simplicidade, necessitando de sempre mais energia, abstraídos no entretenimento, subservientes ao show dos “True Men”, boa parte da juventude se mostra analfabeta em política, ecologia, saúde, e por aí vai.

Felizmente, no mesmo espaço e tempo, jovens entram em contato com novos conceitos e práticas na arte, na ciência, nos esportes, na culinária, nos negócios e também na política na criação de uma nova cultura ecológica de paz e integração.

Não são muitos ainda, mas são numerosos o suficiente para insinuarem uma tendência.

Venho estudando essa tendência e percebendo algumas ideias-chaves que estimulam novas visões políticas nos jovens, suscitando mudança de valores para que conceitos como riqueza, diversão e relacionamentos sejam requalificados, abrindo espaço para a cidadania, através de sentimentos de pertencimento, sinergia e gratidão.

Um abraço fraterno, que esteja em paz.