Autopoeta

NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR – ONZE ANOS DEPOIS

Posted in arte, consciência, sociedade by autopoeta on agosto 24, 2010

Onze anos depois, o que João Moreira Salles, Katia Lund e Walter Carvalho encontrariam nos morros cariocas se refilmassem este documentário?

Algo diferente acontece; algo ainda a ser compreendido.

O fenômeno não é pontual, nas favelas ou em qualquer outro lugar. O fenômeno é espraiado, um rizoma que se expande pela consciência.

Novas formas de lidar com a violência, novas formas de se relacionar, ferramentas de fortalecimento comunitário, arranjos institucionais.

É possível que Kátia, João e Walter encontrem, onze anos depois, a consciência coletiva expandida, mais forte para transcender a guerra – ao ver que ela não é necessária para nos realizarmos como seres humanos -, ou ao menos para viver a guerra através de um olhar mais pacífico e integrado.

Como disse um veterano de guerra americano, “a classe dominante, de bilionários que lucram com o sofrimento humano, compreendem que seu poder consiste somente na habilidade de nos convencer que a guerra é de nosso interesse. Eles podem enviar um soldado a qualquer parte da Terra, mas só haverá guerra se um soldado concordar em lutar.”

Estamos em um silencioso processo de compreender alguns fatos importantes. Nas escolas, nas redes de comunicação…

É possível que em breve não concordemos mais em fazer guerra.

Saudações fraternais,

F.F.

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NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR

(de: João Moreira Salles & Kátia Lund)

Brasil – 1999

Legendas: Inglês

Eleito um dos melhores filmes brasileiros contemporâneos pela Revista de Cinema e vencedor da competição nacional de documentários do festival É Tudo Verdade, “Notícias de uma Guerra Particular” é um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfico de drogas alternam-se a entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais – incluindo moradores que vivem no meio do fogo cruzado e especialistas em segurança pública. A realidade da violência é apresentada sem meio-tons e da forma mais abrangente possível, tornando patente o absurdo de uma guerra sem fim e sem vencedores possíveis. *canal krishnamurtibr*

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Uma resposta

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  1. Mariana Kapps said, on agosto 26, 2010 at 11:19 pm

    Filipe,

    Será que se o mundo fosse matriarcal haveria guerra? Não consigo imaginar mães no poder da sociedade, permitindo e ou educando filhos para guerra. O que acha?

    Até!
    Mariana kapps


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